Luís Ribeiro argumenta que o futuro do software pertence a equipas híbridas: humanos que decidem, orientam e assumem responsabilidades—e máquinas que geram, sugerem e executam incansavelmente.
A IA, especialmente modelos de linguagem avançados como os GPTs, passou de palavra da moda a ferramenta quotidiana. Mas não substitui o pensamento humano—amplifica-o. As máquinas destacam-se quando recebem objetivos claros, contexto e restrições, enquanto os humanos permanecem responsáveis pela validação, governança e decisões finais. O risco não é a IA cometer erros—é os humanos delegarem sem supervisão.
Em ambientes Cobol/Mainframe, a IA acelera a modernização, automatiza tarefas repetitivas e preserva décadas de especialização. Os humanos permanecem centrais, curando saídas, definindo critérios de aceitação e garantindo responsabilidade. Longe de reduzir empregos, a IA equipa os profissionais com “superpoderes”, tornando as equipas mais rápidas, produtivas e capazes de lidar com mais exigências dos clientes.
A conclusão: a IA não nos substitui—ela nos aumenta. O futuro do software reside na construção de equipas estruturadas e governadas de humanos + máquinas, onde ambos os papéis se complementam. O valor está no “mais”.