Os procuradores sul-coreanos prenderam 10 antigos funcionários da Samsung acusados de espionagem industrial por supostamente vazarem tecnologia DRAM de 10 nm para a ChangXin Memory Technologies (CXMT) da China. O grupo inclui cinco elementos-chave do desenvolvimento, incluindo um ex-executivo, e vários chefes de seção responsáveis pela pesquisa e desenvolvimento.
Os procuradores afirmam que a CXMT, fundada em 2016, recrutou ativamente executivos e engenheiros da Samsung — a única empresa a produzir em massa DRAM de 10 nm na altura. A tecnologia vazada permitiu, aparentemente, que a CXMT produzisse o primeiro DRAM de 10 nm da China em 2023 e que iniciasse a produção em massa de memória HBM2 em 2024. Analistas estimam que a CXMT pode capturar até 15% do mercado, causando biliões de wons korean em perdas para a Samsung e para a economia nacional. As vendas da Samsung caíram cerca de 5 triliões de wons no ano passado.
Investigações revelam que informações sensíveis foram transcritas manualmente para evitar deteções, e o grupo utilizou empresas de fachada, mudou constantemente de escritórios e até empregou criptografia para comunicações de emergência. Este caso supera os anteriores incidentes de espionagem tecnológica sul-coreana em escala, destacando as preocupações contínuas sobre vazamentos de propriedade intelectual para fabricantes de chips chineses.