A França está a proibir funcionários públicos de usarem plataformas de videoconferência dos EUA como Zoom, Microsoft Teams e Google Meet. O governo quer usar as suas próprias ferramentas digitais em vez disso.
O escritório do Primeiro-ministro está prestes a lançar uma norma que obriga os funcionários a usarem o Visio, uma ferramenta de videoconferência criada pela Autoridade Digital Interministerial (Dinum). Será alojada em servidores do fornecedor de cloud francês Outscale. O anúncio deverá ser feito em breve.
Esta ação mostra que a Europa está preocupada com a dependência excessiva da tecnologia dos EUA. O Ministro da Reforma do Estado, David Amiel, mencionou anteriormente que a França planeia migrar completamente para uma solução local de videoconferência para o governo até 2027.
A França já fez isto antes. Em 2024, foi instruído aos funcionários para parar de usar WhatsApp e Telegram e começar a usar Tchap, uma aplicação de mensagens feita apenas para funcionários públicos.
O Visio já conta com cerca de 40.000 utilizadores, incluindo a maioria dos departamentos governamentais e algumas organizações públicas como o CNRS. A Dinum pretende alcançar 250.000 utilizadores e pode até bloquear ferramentas de vídeo estrangeiras na rede do governo para garantir que todos cumpram.