As pessoas em Portugal acham que ter um equilíbrio entre o trabalho e a vida é realmente importante. Esta é agora a razão pela qual as pessoas querem permanecer nos seus empregos ainda mais do que o quanto ganham. Foi isso que o Randstad Workmonitor 2026 descobriu sobre equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e salário.
Muitas pessoas gostam de ter um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. De facto, a maioria das pessoas permanece no seu emprego por causa deste equilíbrio. Cinquenta e um por cento dos trabalhadores fazem isso. Vinte e três por cento das pessoas dizem que ficam por causa do dinheiro que ganham e vinte e dois por cento dizem que é porque se sentem seguros no seu emprego.
Muitos profissionais querem poder trabalhar quando e onde quiserem. Quarenta por cento dos profissionais diria não a um novo emprego se não pudesse ter horários flexíveis ou trabalhar a partir de outro local. Muitas pessoas já deixaram um emprego porque não tinham a liberdade de tomar as suas decisões. Metade das pessoas fez isso. O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é muito importante para os profissionais.
O dinheiro ainda é um fator importante ao procurar um novo emprego, com 87 por cento das pessoas a dizer que isso importa. Poder ter um horário flexível está a tornar-se igualmente importante. Para as pessoas da Gen Z 67 por cento gosta de poder tomar decisões sobre a sua carreira em vez de apenas fazer o que todos os outros fazem e seguir o caminho habitual. Eles querem poder moldar os seus percursos profissionais e fazer escolhas que sejam certas para eles, em vez de seguir hierarquias tradicionais.
No setor tecnológico, muitas empresas, 89 por cento para ser exato, querem usar Inteligência Artificial, mais nos próximos anos. Mas aqui está o problema: apenas metade das pessoas que trabalham neste campo acham que sabem o suficiente sobre Inteligência Artificial para se manterem atualizadas.
A maioria dos trabalhadores, 60 por cento, e a maioria dos empregadores, 70 por cento, pensa que a Inteligência Artificial ajudará a concluir o trabalho. No entanto, muitas pessoas, 44 por cento, acham que as empresas beneficiarão mais da Inteligência Artificial do que os empregados que trabalham para elas.
“A IA não deve ser vista como uma ameaça de substituição, mas como uma ferramenta para aumentar o trabalho humano,” diz Isabel Roseiro, diretora de marketing na Randstad. “As organizações que tiverem sucesso serão aquelas que oferecerem a autonomia que o talento exige e promoverem uma colaboração genuína intergeracional.”