A Siemens está a celebrar o seu 120º aniversário em Portugal com a energia de uma startup. Hoje, é um enorme centro tecnológico onde 80% dos colaboradores detêm graus avançados. Numa recente entrevista a Pedro Henriques, da Siemens Portugal, o Diretor de Recursos Humanos explicou como a marca está a redesenhar o trabalho para uma nova era onde humanos e algoritmos atuam como um só.
O Código de Co-Criação: Humanos + IA
A maior mudança durante o Siemens Portugal aniversário de 120 anos é a transição para a "co-criação." A Geração Z já representa 20% da força de trabalho, e esse número deverá duplicar em cinco anos. Para acompanhar este ritmo, a empresa lançou o SiemensGPT. Este assistente de IA lida com as tarefas "entediante"—desde a redação de documentos até ao planeamento de apresentações—permitindo que a equipa se concentre em estratégias de alto nível.
Trabalho Híbrido como Padrão
Para quem procura um emprego digital em Portugal, a Siemens está a estabelecer o padrão de excelência. O seu modelo híbrido (tipicamente de 2-3 dias em casa) não é apenas um benefício; é uma forma natural de organizar o trabalho. A empresa até oferece €275 para a configuração do escritório em casa. Pedro Henriques destaca que a flexibilidade é agora tão crítica que alguns candidatos priorizam isso em relação a um salário mais alto.
Uma Comunidade Global em Números
A inovação requer uma mistura de perspetivas, razão pela qual a Siemens Portugal alberga 66 nacionalidades diferentes. Esta comunidade está em constante evolução através da "upskilling." Em 2025, os colaboradores tiveram uma média de mais de 50 horas de formação cada um. Em vez de avaliações anuais rígidas, a empresa agora utiliza "Conversas de Crescimento"—conversas contínuas sobre desenvolvimento que podem ocorrer a qualquer momento.
Olhando para 2030
O futuro dos Recursos Humanos na Siemens é sobre remover o controlo desnecessário. Como diz Henriques, uma organização que é demasiado lenta e hierárquica não pode sobreviver num mercado tecnológico competitivo. O objetivo é construir uma comunidade ágil e com propósito, onde os líderes atuem como facilitadores em vez de "chefes" que apenas aprovam documentos.
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