A empresa portuguesa Swatter está a utilizar a sua Swatter Portable Gun (SPG)—um dispositivo que neutraliza drones através de emissões de rádio direcionadas—para proteger os céus ucranianos e a infraestrutura crítica. Fundada em 2021 por Renato Branco, João Gaspar e outros, a startup está a preparar uma ronda de financiamento de 1,2 milhões de euros para impulsionar o crescimento e a expansão internacional.
A tecnologia da Swatter já está integrada com o Exército e a Marinha Portuguesa e foi testada em exercícios como ARTeX, REPMUS e DYNAMIC MESSENGER da NATO. A empresa está a entrar no mercado dos EUA através do programa Foreign Comparative Testing (FCT) e a explorar parcerias no Brasil. A capacidade de produção está prevista para 200 sistemas até ao final do ano, com todos os sistemas projetados e montados em Portugal.
A startup destaca uma tendência mais ampla na indústria: os drones tornaram-se centrais em conflitos modernos, tornando os sistemas anti-drone e a guerra eletrónica essenciais. A Swatter enfatiza a necessidade de um forte ecossistema doméstico, ligando universidades, centros de pesquisa, startups e as Forças Armadas para escalar internacionalmente.
Com a nova ronda de financiamento, a Swatter pretende expandir as operações no estrangeiro, enquanto consolida a sua posição na Europa, aproveitando o crescente mercado de defesa contra drones, projetado para mobilizar 400 milhões de euros, de acordo com propostas recentes da Comissão Europeia.