Durante a pandemia, as empresas globais de contabilidade introduziram benefícios de trabalho flexível para apoiar os funcionários. Agora, as condições de mercado em mudança estão a forçar os líderes corporativos a focarem-se na eficiência. Como resultado, muitos destes benefícios temporários estão a desaparecer.
O mais recente exemplo é o KPMG que elimina o benefício de saída antecipada de verão em 2026. Pela primeira vez desde 2021, a empresa está a parar o seu horário flexível de verão. Esta mudança assinala uma alteração significativa no panorama corporativo.
O programa de arranque de verão da KPMG, que eliminou a política, acaba oficialmente com uma iniciativa de bem-estar popular. O plano original permitia aos funcionários do Reino Unido desligarem-se duas horas e meia mais cedo às sextas-feiras. A KPMG confirmou que as necessidades atuais do negócio exigem um regresso às horas de trabalho padrão. Em vez de sair mais cedo, muitos consultores estão agora a utilizar espaços de coworking flexíveis para manter a sua produtividade.
Os Quatro Grandes Revogam Benefícios da Era Covid à Medida que o Mercado Exige Ajustes
Esta mudança destaca uma tendência mais ampla, onde os Quatro Grandes revogam benefícios da era Covid para maximizar a produtividade da equipa. Recentemente, as empresas de consultoria observaram uma desaceleração na demanda por consultoria e uma menor rotatividade de funcionários. Por causa disto, as empresas já não precisam de benefícios premium para manter o talento. Esta mudança está rapidamente a transformar o ambiente de trabalho para empregos de tecnologia em alta demanda e funções de consultoria.
Enquanto a KPMG removeu completamente o benefício, a sua rival PwC escolheu um caminho diferente. A PwC manteve o seu horário de saída antecipada às sextas-feiras para o verão, mas metade do tempo foi reduzido. A empresa encurtou a janela de doze semanas para seis semanas.
Esta revogação em curso envia uma mensagem clara dos líderes corporativos. Os experimentos pós-pandemia com horas de trabalho mais curtas estão a terminar. As grandes empresas estão agora a priorizar horas faturáveis e necessidades dos clientes em detrimento de programas genéricos de bem-estar.