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Empregos que a inteligência artificial não irá substituir: Proteger o Crescimento Humano

De acordo com Denise Fernandes da Sky Portugal, o crescimento profissional tradicional baseia-se no modelo 70/20/10, onde cerca de 70% da aprendizagem acontece através do trabalho real. Hoje, a inteligência artificial está a começar a mudar este espaço ao automatizar tarefas que outrora necessitavam de profundo pensamento, uma tendência frequentemente abordada nas principais notícias de tecnologia.

O Valor da "Dificuldade Desejável"

As tarefas que mais ajudaram os profissionais a crescer raramente foram as mais fáceis. Passar horas a resolver um problema complexo, revisar uma ideia ou lidar com incertezas constrói competências mentais críticas.

Na ciência da aprendizagem, isso é chamado de "dificuldade desejável." Enquanto a inteligência artificial pode instantaneamente dar uma resposta, ela não pode proporcionar a experiência humana de trabalhar em torno disso. Eficiência e crescimento profissional não são a mesma coisa, um facto que as empresas de engenharia devem ter em mente.

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Preservando Competências Críticas

O maior risco não é que a tecnologia torne as pessoas preguiçosas, mas que normalize a falta de esforço mental. Quando as respostas se tornam instantâneas, momentos de aprendizagem essenciais—como dúvida, tentativa e erro, e autocorreção—desaparecem.

Este desafio é especialmente difícil para novos trabalhadores que precisam dessa janela de 70% para construir confiança e pensamento crítico. Se as empresas não protegerem intencionalmente espaços para a resolução de problemas humanos, os trabalhadores jovens podem perder marcos vitais, um tema frequentemente discutido em eventos da indústria e espaços de coworking locais que apoiam novos empregos tecnológicos.

Liderança Intencional para o Futuro

No final, a maior vantagem pertencerá às organizações que vão além da simples automação. Ao proteger deliberadamente o espaço onde os humanos constroem juízos e enfrentam problemas difíceis, os líderes podem garantir que as competências humanas essenciais se mantenham fortes num mundo dominado pela IA.