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“Sem Literacia Digital Sólida, o Risco Não É Apenas Técnico, Mas Também Social,” Diz a Diretora de Cibersegurança da KPMG Portugal

As crianças de hoje estão imersas na tecnologia, o que muda as regras do jogo, segundo Zagallo.

Durante algum tempo, o foco esteve em ensinar a usar dispositivos e aplicações, mas isso já não é suficiente. Viver com tecnologia exige pensamento crítico, consciência dos riscos, responsabilidade digital e escolhas éticas. Sem a literacia digital adequada, o acesso à informação apenas expõe as pessoas a um maior risco de fraude, notícias falsas, ciberbullying e dependência da tecnologia.

Zagallo considera que a literacia digital deve fazer parte da experiência escolar como um todo, e não apenas de aulas separadas. Ela diz que cibersegurança, privacidade, ética digital e pensamento crítico devem ser ensinados de forma consistente e interligados.

As empresas de tecnologia também têm um papel a desempenhar. Para além de criarem produtos mais seguros, deveriam apoiar programas de sensibilização e educação. Este trabalho complementa o que escolas e famílias fazem, mas não os substitui.

Ela diz que a Inteligência Artificial é uma oportunidade para fazermos melhor, mas as crianças precisam de a usar com cuidado. Os jovens devem aprender a questionar o que a IA lhes diz, entender os seus limites e agir de forma ética. No mercado de trabalho do futuro, as competências tecnológicas serão importantes, mas o pensamento crítico e a capacidade de adaptação realmente distinguirão as pessoas.

KPMG's programa Cyber Day ensina alunos (dos 6 aos 16 anos), professores e pais, abordando tópicos como identidade online, riscos das redes sociais, jogos e ameaças cibernéticas. Isso está alinhado com o compromisso global da KPMG de ajudar 10 milhões de jovens até 2030.

A principal preocupação? Um mundo digital complicado sem competências fortes de literacia digital. Sem estas competências, os riscos são técnicos e sociais.