A recrutamento em tecnologia está sempre a mudar. Os mercados movem-se, a tecnologia muda, e as pessoas mantêm-te alerta. Depois de quatro anos a recrutar para um grupo Nearshore, aprendi que encontrar talento em TI é mais do que apenas olhar para as competências e a experiência. Coisas como entender a situação, o que as pessoas esperam, e quão maduro alguém é como trabalhador são igualmente importantes.
Eu inicialmente trabalhei no mercado nacional, principalmente com bancos, companhias de seguros, e fabricantes de automóveis. Estas áreas precisam de talento técnico sério. Têm regras rigorosas, a segurança é um grande assunto, e as coisas devem ser confiáveis. Mas logo aprendi que as competências técnicas não são tudo. Quando as equipas trabalham juntas de perto, aparecem problemas rapidamente—não no papel, mas na forma como as pessoas interagem. Ser capaz de comunicar, explicar escolhas bem, falar com pessoas que não são especialistas em tecnologia, e trabalhar bem com os outros realmente importa. Competências técnicas e competências interpessoais funcionam bem juntas.
Trabalhar com equipas internacionais Nearshore tornou as coisas mais difíceis. Cumprir prazos e fazer um trabalho de qualidade são importantes em todo o lado, mas equipas em diferentes locais adicionam problemas, como diferentes culturas, fusos horários, expectativas, e formas de trabalhar. Ser independente, claro na comunicação, documentar bem as coisas, e assumir a responsabilidade pelo seu trabalho são super importantes. Você não está apenas a escrever código—você é parte de um sistema que funciona apenas se todos fizerem a sua parte.
Para os candidatos a emprego, a mensagem é clara: para crescer, você precisa sair da sua zona de conforto. A tecnologia mudará, os projetos acabarão, e haverá sempre mais concorrência. Manter-se atualizado com o conhecimento mais recente, conhecer os fundamentos, e pensar criticamente são chave. Mas sem ser curioso, capaz de mudar, e aberto a aprender, não é suficiente.
A recrutações também se tornaram mais difíceis. O processo é mais técnico, estruturado, e rigoroso. Testamos competências, mas também resolução de problemas, trabalho em equipa, e comunicação. No mercado de trabalho global, as melhores pessoas são aquelas que conhecem bem a parte técnica, mas que também são responsáveis, calmas, e prestam contas.
No final, recrutar é técnico, mas também é sobre pessoas. É aí que se encontra o maior valor a longo prazo.