Sara Sousa, a atual CEO da Blip Portugal, acredita que o trabalho deve ser uma ferramenta para a vida, não a vida em si. Muitos líderes corporativos perdem-se nos seus empregos. Enfrentam uma grave crise de identidade de fundador após venderem ativos da empresa porque o seu título é o seu mundo inteiro. Sousa rejeita essa abordagem. Ela mantém limites pessoais rigorosos, não tem ferramentas de trabalho no telemóvel e recusa deixar que a ambição domine a sua vida pessoal.
O seu percurso profissional tem sido sempre único. Começou em Psicologia, passou para Recursos Humanos e acabou por liderar uma importante empresa de tecnologia. Pelo caminho, criou cerca de 60% das posições de trabalho que ocupou. Ela foca-se na gestão de talentos de topo, mantendo altos padrões, provando que os líderes podem construir organizações excelentes sem sacrificar a sua saúde.
Redefinindo o Sucesso Corporativo e os Objetivos Pessoais
O seu estilo de gestão pessoal vêm de uma lição que aprendeu com outro executivo. Uma vez conheceu um líder que passou por uma situação clássica de depressão pós-saída. Após vender um negócio que geriu durante 20 anos, ele desabou em lágrimas porque não tinha hobbies pessoais ou um propósito externo. Sousa usa essa história como lembrete para manter o seu trabalho e vida privada completamente separados.
Hoje, os coaches executivos falam muitas vezes em eventos de negócios globais para alertar os fundadores sobre os perigos do burnout. Muitas empresas progressistas agora incentivam as suas equipas executivas a procurar opções sobre como encontrar um propósito após os marcos de saída empresarial muito antes de a venda real acontecer. Esta abordagem garante que os líderes mantêm uma mentalidade saudável e protegem a sua identidade fora do escritório.