O auditório da Escola Secundária de Monserrate em Viana do Castelo acolheu um evento chamado “O Futuro das Mulheres na Ciência” na sexta-feira. Esta sessão focou-se em discutir as dificuldades, escolhas de carreira e oportunidades disponíveis para mulheres em ciência e tecnologia.
O debate foi liderado por Katalin Gönczy, que trabalha como assessora de Relações Públicas no Parlamento Europeu. Contou também com a participação de Ana Teodoro, que é a vice-presidente da Ordem dos Engenheiros, Ricardo Afonso, o diretor do Agrupamento de Escolas de Monserrate, e Manuel Vitorino, o vice-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo .
Representação, espaço e responsabilidade corporativa
Uma das principais oradoras foi Zita Martins, uma astrobiologista do Instituto Superior Técnico, que falou sobre a necessidade de mais mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Cláudia Mendes Silva, que trabalha como Gestora de Sustentabilidade na Siemens Portugal e também lidera a iniciativa Women in Tech a nível global, enfatiza o papel das empresas na criação de oportunidades iguais e promoção de ambientes de trabalho inclusivos.
O público também ouviu Ana Pires, investigadora no INESC TEC, que se tornou a primeira mulher portuguesa a concluir um programa de astronauta-cientista da NASA. Ela falou sobre o seu tempo a liderar a missão CAMÕES, que foi a primeira missão espacial analógica de Portugal.
As declarações de encerramento foram dadas pela eurodeputada Catarina Martins, que enfatizou a importância das políticas públicas na promoção da igualdade de género em ciência e inovação.
A iniciativa terminou com uma mesa redonda chamada “Mulheres na Ciência: Desafios, Caminhos e Futuro,” que sublinhou a necessidade de incentivar os jovens a considerar carreiras em investigação, tecnologia e inovação.
O evento foi organizado pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte juntamente com o projeto EPAS (Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu).