O economista Ricardo Arroja foi oficialmente demitido como presidente da AICEP, a agência de comércio e investimento de Portugal, após pouco mais de um ano no cargo. A sua substituta é Madalena Oliveira e Silva, marcando a primeira vez que uma mulher lidera a instituição.
Segundo o Ministério da Economia, Arroja receberá €62.683,92 de indemnização, conforme estipulado pelo estatuto que rege os gestores públicos. A lei prevê que, se um gestor exercer funções por mais de 12 meses consecutivos, tem direito a uma indemnização igual ao seu salário base para o restante do seu mandato, limitado a 12 meses. Arroja recebia um salário mensal bruto de €5.223,66 (excluindo despesas de representação, que não são contabilizadas para o pagamento).
Arroja, nomeado em Junho de 2024, foi removido em 23 de Junho de 2025, após um ano e 19 dias. Ao contrário do seu antecessor, Filipe Santos Costa, que não completou um ano e, portanto, não recebeu indemnização, Arroja cumpre o limiar legal.
O Ministério explicou a mudança na liderança como um movimento estratégico: a AICEP precisa de desempenhar um papel 'mais ativo, ágil e focado nos negócios' no fomento das exportações, com Oliveira e Silva vista como melhor alinhada com esta visão. Ela desempenhou recentemente um papel fundamental na negociação de apoio à Autoeuropa, um dos principais exportadores de Portugal.
Caso Arroja regresse a um cargo público durante o período de indemnização, o pagamento poderá ser reduzido ou devolvido parcialmente, de acordo com o quadro legal.