O Randstad Workmonitor 2026 destaca uma contradição surpreendente em Portugal: todos os empregadores estão seguros sobre o crescimento futuro, mas pouco mais da metade dos empregados sente o mesmo. Esta diferença de 54 pontos mostra o verdadeiro problema—incerteza causada pelo aumento dos custos de vida e a rapidez com que as mudanças digitais estão a acontecer.
A principal força motriz para a produtividade já não é encontrada nas decisões de topo, mas nas pessoas nos cargos de gestão intermédia. Com a IA a tornar o conhecimento técnico facilmente acessível, a autoridade agora vem da confiança, não apenas do conhecimento. Os gestores intermédios precisam de se concentrar em ajudar nas carreiras, definir expectativas claras e apoiar a saúde emocional em vez de apenas supervisionar tarefas.
Este novo papel é especialmente importante ao trabalhar com uma equipa que tem pessoas de diferentes faixas etárias. Os gestores precisam de ajudar a colmatar a lacuna entre a forma como a Geração Z utiliza a tecnologia e a forma como os Baby Boomers preferem trabalhar, garantindo que todos se sintam conectados em vez de forçar regras rígidas.
Para as empresas, isso significa mudar a forma como medem o sucesso: os gestores devem ser avaliados não apenas pelo que produzem, mas também por quão bem mantêm talentos, constroem confiança nas suas equipas e ajudam as pessoas a desenvolver suas competências. A IA pode acelerar e melhorar os processos, mas a verdadeira chave para se destacar é o toque humano. Em 2026, a chave do sucesso pertencerá a líderes que se concentram mais nas pessoas do que nas regras e procedimentos.