Trabalhadores da Otis Portugal anunciaram uma greve nacional de 24 horas na quinta-feira, 9 de abril. A ação industrial, organizada por sindicatos afiliados à Fiequimetal/CGTP-IN, incluirá uma grande manifestação em frente à sede da empresa em Mem Martins para exigir compensação justa e melhores condições de trabalho.
Exigências vs. Lucros
O cerne das exigências de aumento salarial dos trabalhadores de elevadores da Otis reside numa proposta de aumento de 15% no salário base (pelo menos 150 euros), retroativo a 1 de abril. Apesar de o grupo ter registado lucros de aproximadamente 22 milhões de euros em Portugal, a administração até agora apenas ofereceu um aumento de 2,5% — uma cifra que o sindicato considera "insuficiente."
Além dos salários, os trabalhadores estão a exigir:
- Subsídio de Refeição: Aumento para 14 euros (ou 20 euros fora da área habitual).
- Subsídios Diários: Um aumento para 50 euros.
- Subsídio de Função: Um bónus mensal de 50 euros para funções eletromecânicas. Tensions e Negociações.
As últimas atualizações da greve da Fiequimetal Otis de 2026 sugerem um confronto sobre os direitos de greve, com o sindicato a acusar a administração de "intimidar" os comunicados sobre serviços mínimos. Para quem acompanha empregos em TI em Portugal, essas disputas laborais destacam a pressão contínua sobre o poder de compra em todos os setores técnicos.
Enquanto muitas empresas digitais se concentram na automação e no crescimento, esta greve serve como um lembrete do elemento humano essencial por trás da infraestrutura crítica. A greve nacional da Otis Portugal em 9 de abril de 2026 visa pressionar a administração a ir além da proposta de fevereiro e a abrir negociações genuínas.