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Brasil e Portugal Unem-se para Estudar Por Que Mulheres Abandonam a Tecnologia

A indústria tecnológica ainda tem um grande problema de diversidade. Pesquisadores do Brasil e de Portugal uniram-se para descobrir por que mulheres talentosas abandonam a engenharia de software e como ajudá-las a construir carreiras de longo prazo.

Um novo estudo transfronteiriço analisa diretamente os reais desafios que as mulheres na tecnologia enfrentam no Brasil e em Portugal hoje. A pesquisadora Renata Frade, PhD, mapeou 247 comunidades femininas de tecnologia em ambos os países. Para abrir uma conversa sobre estas descobertas, líderes comunitários estão organizando um grande evento de TI em Lisboa no próximo mês. O encontro apresentará novas ferramentas digitais projetadas para apoiar engenheiras e profissionais de tecnologia.

A Realidade da Diferença de Género na Indústria Tecnológica

Os dados mostram uma realidade frustrante. Mesmo com o crescimento da tecnologia, a real diferença de género no setor tecnológico em 2026 continua a ser um problema enorme. As mulheres ainda ocupam muito poucos cargos de liderança, e muitas profissionais experientes enfrentam preconceitos em reuniões de negócios e apresentações a clientes.

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Curiosamente, o estudo mostra que as redes femininas no Brasil concentram-se fortemente em grandes movimentos de voluntariado de base. Elas oferecem formação gratuita em programação e técnica a mulheres de áreas sub-representadas. Em Portugal, a cena tecnológica é mais corporativa, focando em habilidades imediatas para o mercado de trabalho. Para ver como esses ambientes corporativos lidam com a diversidade, os candidatos a empregos frequentemente verificam as principais empresas de tecnologia que estão abrindo escritórios na Europa para ver quais oferecem um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo.

Eliminando Barreiras na Educação e nas Carreiras

Infelizmente, a baixa representação feminina na pesquisa STEM começa cedo na escola e na universidade. As meninas raramente são encorajadas a seguir as ciências exatas. Mais tarde em suas carreiras, empresárias experientes relatam enfrentar discriminação clara ao apresentar projetos técnicos a clientes ou investidores.

O estudo analisou grupos principais como Geek Girls Portugal e Mulheres em Inteligência Artificial. Os resultados provam que essas redes independentes estão atualmente a fazer o trabalho pesado, fornecendo os espaços seguros, mentoria e formação técnica que as mulheres precisam para sobreviver na indústria.

Para remover permanentemente as maiores barreiras para mulheres nas carreiras em TIC, é preciso que haja mudanças a nível governamental. Ao longo dos próximos anos, os especialistas planeiam lançar novos programas de educação digital. Estas iniciativas ajudarão mulheres maduras, imigrantes e jovens a aprender inteligência artificial e a reivindicar com confiança o seu lugar no moderno mercado tecnológico.