Voltar

A BASF aumenta cortes de custos e planeia reduzir 4.800 empregos

A maior empresa química do mundo, a BASF, está a reduzir ainda mais os seus gastos. Devido a problemas de custos contínuos na indústria, especialmente na Europa e na Alemanha, a empresa introduziu novas medidas de economia para manter a sua posição forte no mercado.

O CEO Markus Kamieth afirmou que os desafios são especialmente severos na Alemanha, onde os altos custos de energia e os problemas estruturais existentes continuam a pressionar as margens de lucro.

Existem 4.800 empregos restantes para serem preenchidos até ao final de 2025.

A empresa pretende reduzir a sua força de trabalho em cerca de 4.800 empregos até ao final de 2025, e aproximadamente metade dessas perdas de emprego ocorrerá na Alemanha.

No ano passado, a BASF poupou 1,7 mil milhões de euros em custos, o que foi mais do que o objetivo inicial em 100 milhões de euros. No entanto, de acordo com o CFO, Dirk Elvermann, a reestruturação terá um custo: 1,9 mil milhões de euros em despesas únicas relacionadas com o programa de poupança.

Mesmo com ações difíceis tomadas, a rentabilidade ainda enfrenta desafios. O principal site do grupo em Ludwigshafen sofreu uma perda de mais de 1 mil milhões de euros antes de juros e impostos no ano passado — mostrando claramente quão difícil se tornou o ambiente operacional.

Mudança global: investimento na China

Enquanto reduz as suas operações na Europa, a BASF está a aumentar o seu foco e esforços fora da região. Uma grande parte dos esforços da empresa é o seu novo complexo de produção integrado em Zhanjiang, na China, que foi construído com um investimento de 8,7 mil milhões de euros.

O local já contratou cerca de 1.000 funcionários e está a mover-se numa direção estratégica focada em mercados em crescimento. A administração espera um pequeno efeito negativo nos lucros durante o primeiro ano de operação, mas planeia uma contribuição positiva a partir de 2027.

Críticas sobre a venda de habitação

O plano de reestruturação enfrentou algumas críticas locais, especialmente em relação ao plano de vender 4.400 apartamentos na área de Ludwigshafen. A BASF afirma que quer encontrar compradores dispostos a assumir a responsabilidade pelas pessoas que vivem nos edifícios, mas esta decisão gerou preocupações sobre como pode afetar a comunidade local.

Um ano de transição difícil

A administração classificou 2026 como um ano de transição, e não há expectativa de uma recuperação rápida. Em vez disso, o foco está em estabilizar as operações, melhorar a eficiência e preparar o grupo para uma recuperação a longo prazo.

A BASF está a fazer grandes cortes neste momento para poder continuar competitiva no futuro. Se essa estratégia funcionar dependerá não só de quão disciplinada a equipa é internamente, mas também de quão rapidamente a área industrial da Europa se torna novamente economicamente forte.